domingo, 29 de janeiro de 2012

CAUSAS DOS DESABAMENTOS DOS TRÊS EDIFÍCIOS CONTÍGUOS DA ÁREA CENTRAL DO RIO DE JANEIRO NO DIA 25 DE JANEIRO DE 2012. A FALTA DE BUROCRACIA NÃO FOI UMA DELAS


Acidentes dessa magnitude geralmente têm várias causas. Cito três principais:
1) - Idade do edifício (mais de 70 anos);
2) – Inúmeras reformas de janelas, de paredes e de pavimentos inteiros;
3) – Profissionais responsáveis negligentes ou ausentes.

Especialistas dizem que o concreto armado, material base da construção civil, endurece com o tempo. Mas isso não torna um edifício castigado pelo uso mais seguro. O concreto endurece, mas as reformas, as trocas de materiais, as ferrugens, as novas aberturas e as vibrações vão enfraquecendo a ligação entre as partes estruturais do prédio.

A falha humana é mais comum na maioria dos acidentes de pequena e de grande monta. Algum profissional pode ter falhado, mas não se pode acusar apenas um. Quando uma lâmpada queima, não se pode acusar que o último que a acionou é o responsável pela queima.

Mas existem responsabilidades que devem ser eliminadas, sob pena de se culparem inocentes, como é o caso do último que acionou o interruptor da lâmpada. Os jornais televisivos, radiofônicos e escritos apontaram que a falta de licença é uma das causas. Ora, nesse caso, se a última reforma (do nono andar) tivesse um engenheiro responsável, então ele seria o responsável pelo desabamento dos edifícios.

Felizmente, a burocracia não funcionou e a injustiça de se culpar o último que acionou o interruptor não ocorreu. É claro que existem profissionais negligentes ou de responsáveis que não pagam por esses profissionais. Parece que é o caso da reforma do nono andar.

Que não se culpe alguém que se livrou da burocracia pela queda dos edifícios. Definitivamente, não é mais burocracia que evitará a queda de velhos edifícios ou de outros acidentes. Os jornalistas que apontam essa causa não passam de defensores do corporativismo que só preserva vantagens e que não melhora nada em termos de custos ou de segurança para o consumidor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

PREÇO DE MERCADO: TANTO QUANTO O CLIMA DA CAPITAL DO PERU (LIMA) NÃO DEPENDE DA LATITUDE OU DA ÉPOCA DO ANO, O PREÇO DE UM CARRO OU DE UMA OBRA NÃO DEPENDE DO MUNDO EXISTENTE ATRÁS DA PRODUÇÃO OU DO CUSTO INDIRETO




Fotografias de Lima - Capital do Peru – Dezembro/2006. O clima parece um oásis. É frio com temperatura média em dezembro perto de 17º. A latitude é a mesma de Salvador, mas falta praia porque a cidade está num barranco a 70m acima do nível do mar. A cidade tem quase dez milhões de habitantes e falta água porque nunca chove. No entanto, a umidade de 97% e a neblina é permanente, inclusive no mês de dezembro. O clima depende exclusivamente da corrente marítima de Humbolt que vem da Antártida e despeja umidade e ventos naqueles barrancos.

Mudando de assunto, mas fazendo uma analogia com um planeta que produz um clima local tão diferente, tenho a dizer que a indústria automobilística tem um mundo de prédios e galpões nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. No entanto, o carro é um produto local e único que serve de exemplo para se verificar o conceito de custo marginal e para se ter uma idéia do preço de obras e de serviços públicos.

Imagine o caso de três indústrias de automóvel que concorrem com três carros de preços fixados pelo mercado igualmente em R$ 25.000,00. Uma quarta indústria entra no mercado e oferece outro carro pelo mesmo preço. Os quatro carros só têm diferença na marca. Todos têm mesma potência, tamanho e qualidade, ou seja: são iguais.

Sugere-se ao leitor que faça a abstração da marca e considere que os carros são absolutamente iguais. Considere, por exemplo, que é exatamente o mesmo carro e de mesma marca que está sendo vendido em três lojas diferentes. Faz-se essa observação porque é factível que existam consumidores irracionais que comprariam o mesmo carro por maior preço, apenas por conta da marca.

As três primeiras fábricas estão no mercado há muito tempo e têm custos semelhantes. Porém uma quarta fábrica entrou no mercado com nova tecnologia e custos menores. Portanto, no curto prazo, a nova indústria receberá um excedente sobre os custos diretos, pois tem custos menores que o preço sinalizado pelo mercado ou menores que os custos incorridos pelas três empresas anteriores.

As três empresas anteriores, se não diminuírem custos, provavelmente terão prejuízo e deverão sair do mercado. A maioria das empresas prefere prosseguir operando sem lucro, mas sem prejuízo.

Como já descrito, o quarto e novo empresário inovador abocanhou um lucro de curto prazo, mas no momento seguinte o preço de mercado será reduzido e ele deverá correr atrás do lucro novamente.

Quando um quinto empresário entrar no mercado, o quarto estará na mesma situação das três empresas anteriores. Isto é, trabalhando sem lucro e se preparando para reduzir preço.

O que se ressalta é que os investimentos dos novos empresários não entraram no custo do novo carro que ofereceram ao mercado. O novo empresário usou capital para construir pátio de estacionamento de carros, prédio para instalar a administração central e para contratar inúmeros administradores, gerentes, encarregados e engenheiros. Porém, todas essas despesas foram custos fixos de se manter o capital, as quais não entraram no preço do carro, pois o preço do carro já estava estabelecido pelo mercado.

O empresário também gastou com materiais e contratou mão-de-obra. Esses gastos foram custos variáveis, haja vista que os materiais (pneus, bancos, lataria, rodas, volante etc.) e a mão-de-obra foram direta e exclusivamente aplicados na fabricação do carro.

Qual é o custo da unidade a mais de carro fabricada? É a somatória dos custos da mão-de-obra e dos materiais aplicado numa única unidade. No caso, somente custos diretamente incorridos na fabricação da unidade adicional. Não entraram custos de administração central, impostos diretos e pátio de estacionamento.

Os impostos indiretos são custos diretos, pois estão embutidos no preço tanto da mão-de-obra quanto dos materiais adquiridos. A magnitude dos custos indiretos ou fixos não modifica o preço já fixado pelo mercado. O empresário não deve colocar custos indiretos no preço, sob pena de perder a concorrência.

Como já visto, preço de mercado é igual ao custo direto. Isso implica que a Administração Pública não pode pagar custos indiretos ou quaisquer custos que não sejam gastos diretos e exclusivos da obra ou dos objetos adquiridos. Se o fizer, não terá o respaldo da Lei de Licitações e nem dos princípios constitucionais da livre iniciativa e da concorrência.

Como se vê, o mundo existente atrás da produção do carro não determina a formação do preço que depende apenas do custo direto aplicado na unidade a mais produzida.

Veja Vídeo: Simulação de uma Explosao Nuclear. Você já imaginou isso na mão de tiranos como Ahmadinejad, Chavez e outros esquerdistas como há no Brasil?

HOLOCAUSTO-IMAGENS TRISTES E CHOCANTES DA MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA. Os socialistas, comunistas e esquerdistas que consideram todos iguais querem fazer o mesmo com aqueles que pensam diferente deles

O PROPÓSITO E OS LIMITES DO GOVERNO. Ou: O governo deve garantir vida, liberdade, propriedade e direitos naturais. Nada além disso

Por Lino M. Gill*.  Publicado no site www.ordemlivre.org

Em 1776, quando os pais fundadores dos EUA declararam a indepêndencia, eles elaboraram um documento que insipirou milhões ao redor do mundo desde então. Consideramos até hoje uma forma única de governo para o qual osFounding Fathers escolheram ariscar “suas vidas, suas fortunas e sua honra sagrada” contra os ingleses, militarmente superiores.

A passagem definitiva na Declaração da Independência é: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados”.

Em menos de 60 palavras, os Founding Fathers estabeleceram que:

- Nossos direitos – melhor entendidos como “liberdades” — são dados a nós por um poder maior do que o governo. Não importa a sua crença sobre criação ou evolução, você deve reconhecer que o governo não nos deu a vida e nossos direitos.

- O legítimo propósito do governo é proteger os direitos das pessoas. Assim como o governo não nos deu a vida, não nos dá os nossos direitos.

- Os poderes do governo são limitados a apenas aqueles que lhes são dados pelo povo.

“A questão toda era mostrar como o governo pode surgir legitimamente, não assumir a sua existência”, escreve o scholar Roger Pilon, em “Purpose and Litmits of Government” publicado pelo Cato Institute.

As percepções de Roger Pilon são particularmente úteis porque, como um libertário, ele não promove uma agenda religiosa-conservadora. No entanto, ele reconhece que a visão comum dos Founders das “leis naturais” constituem a pedra angular para tudo que se segue:

“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas…”

Os signatários da Declaração não negociaram ou se comprometeram em definir a “verdade”. Eles concordaram que algumas verdades fundamentais eram óbvias. Por exemplo:

“…que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.”

E que cada um de nós existe por causa do mesmo processo criativo, então os direitos que cada um de nós têm são necessariamente iguais. Tais direitos são melhor entendidos como livres de interferência, seja pelo governo ou por outras pessoas. A liberdade não abrange apenas a oportunidade de fazer escolhas, mas a responsabilidade por essas escolhas. Liberdade não significa que se a minha escolha parece “superior” eu posso dobrar o direito dos outros de utilizá-la conforme minha vontade, nem significa que quando eu fizer uma escolha irresponsável, eu posso restringir a liberdade dos outros para impor as consequências dos meus atos.

“…Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados.”

Uma vez que os Founders estabeleceram um amplo universo de direitos, eles discutiram o governo e seu único propósito: o de proteger esses direitos. Novamente, é importante compreender “direitos” como as liberdades — não como um direito tomado à custa de direitos alheios.

Quando o governo legitimamente protege a nossa liberdade, ele simplesmente faz o que nós temos o direito de fazer a nós mesmos. Por outro lado, o governo não age legitimamente se protege meus direitos tirando a vida, liberdade ou propriedade de outra pessoa.

Ocasionalmente, os direitos de duas pessoas podem entrar em conflito; não se pode exercer plenamente a liberdade sem prejudicar os outros. Os Founders concluíram que, nestas circunstâncias, os limites entre direitos contrastantes devem ser elaborados pelo povo a quem serve o governo. No entanto, a doutrina do consentimento não habilita a regra da maioria para negar as liberdades inalienáveis de uma minoria.

Infelizmente, este conceito de vastas liberdades individuais e áreas ocasionais de poder do governo tem pouca semelhança com o modelo de governo federal atual, tanto nos EUA quanto no Brasil, e é por isso que é tão importante o conhecimento sobre a fundamentação do governo limitado.

Para mais sobre Roger Pilon, acesse sua biografia e suas obras no site do Cato Institute.

Lino M. Gill* é graduando em Ciências Econômicas na Universidade de Brasília e atualmente é estagiário do OrdemLivre na sede da Atlas Network, em Washington, D.C.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PREÇO DE MERCADO É IGUAL AO CUSTO DIRETO. O administrador público não pode incluir no preço custos não diretos tais como lucros, custos contábeis do empresário ou pagar por preços superfaturados. Mas pagam



A foto é de San Sebastian - Praia do Atlântico Norte da Espanha – Junho 2009

Já disse repetidas vezes que o preço de mercado é igual ao custo de se fazer uma unidade a mais de mercadoria ou serviço. O objetivo deste blog não é provar exaustivamente determinado conceito, mas repeti-lo por ser muito importante.

A demonstração exaustiva está nos livros de Microeconomia. Quem consultar constatará que o equilíbrio de mercado ocorre no ponto que a quantidade ofertada é igual à quantidade demandada. Nesse ponto, o preço é igual ao custo marginal, que é igual à renda marginal, que é igual ao preço de mercado e que é igual ao custo direto. Sugere-se ao leitor consultar o livro Economia Avançada de Geraldo Sandoval GOES. Brasília: Vestcon, 2000. p. 94/95.

Portanto, no cálculo do preço de mercado, tanto faz se é a primeira ou a última unidade de serviço, mercadoria ou obra. O que importa é que toda empresa construtora de obras, de carros ou de serviços tem custos diretos e custos fixos e que somente os custos diretos formam o preço.

No mercado em concorrência, quando se fala em calcular o preço de venda de qualquer coisa, o leitor pode ficar seguro que:
- o custo variável é igual ao custo direto;
- o custo direto é igual ao custo marginal;
- o custo marginal é igual ao preço de mercado;
- os três custos têm conceitos diferentes, mas são iguais em valor no mercado de concorrência pura;
- quaisquer deles representam o preço de venda do produto ou serviço no mercado equilibrado.

Os custos fixos ou indiretos não entram no preço da unidade a mais produzida. Se a empresa colocar custos fixos no preço da obra, produto ou serviço a ser fornecido, então ela perderá a concorrência porque estará praticando preço acima do mercado.

Se o lucro, despesas e custos indiretos não entram no custo marginal e este é igual ao preço de mercado, então se pergunta: A Administração Pública pode aplicar a Lei de Licitações incluindo custos não diretos no preço de mercado? Claro que não! Mas coloca.

O administrador público pode, sem permissão expressa na lei, usar dinheiro público para pagar por custos que não fazem parte do preço? Claro que não! Mas usa.

O administrador público pode alegar a contabilidade do empresário que aponta custos indiretos, incluindo lucro, para pagar custos fora do preço? Claro que não! Mas alega.

Na cidade de San Sebastian (Espanha), os preços por metro quadrado de apartamento chegavam a R$ 100.000,00/m² em junho de 2009. Poderia a Administração Pública brasileira pagar o mesmo preço por metro quadrado de um prédio público construído em cidade com semelhante preço? Claro que não! Mas paga.

A resposta da Economia é negativa para as quatro perguntas anteriores. De vez em quando me pergunto: Por que a Administração Pública comete tantos erros contra o homem capitalista e contra si mesma? Tenho um palpite, mas ele não supõe que todo ser humano é corrupto como fazem os esquerdistas, os petistas, os marxistas e outros que são a maioria da atual Administração Pública brasileira.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CUSTOS DO EMPRESÁRIO QUE NÃO DEVEM ENTRAR NO PREÇO DE MERCADO. OU: DESPESAS FINANCEIRAS, IMPOSTOS DIRETOS, ADMINISTRAÇÃO CENTRAL, SEGUROS E LUCRO NÃO DEVEM SER CUSTOS COMPONENTES DO PREÇO DE MERCADO.



Foto de Shopping de Lisboa-Portugal-2009. Homenagem ao grande navegador Vasco da Gama.

Economia e Contabilidade são ciências diferenciadas pelo objetivo principal. A Economia está preocupada com os custos formadores do preço que é a principal informação do mercado. A Contabilidade está preocupada com os custos do empresário que decidirá se entra no mercado para vender com lucro por aquele preço informado pelo mercado.

Na Contabilidade, os custos que são totalmente associados ao processo operacional são considerados diretos, enquanto custos que necessitam de rateio pelos diversos produtos produzidos são considerados indiretos. A Contabilidade anota o lucro como uma despesa indireta porque deve anotar toda e qualquer variação de valores

As despesas indiretas são gastos associados ao resultado do exercício e que, na maioria das vezes, estão completamente desvinculados dos preços dos produtos, tais como despesas financeiras, impostos diretos, administração central, seguros etc.

É fácil de constatar que a Contabilidade está voltada para verificar todos os custos e despesas do empresário e a apurar o lucro contábil, enquanto que a Economia está voltada para a formação do preço de mercadorias e serviços.

Para a Economia, os custos indiretos assim como as despesas indiretas são considerados custos fixos, os quais não entram na formação do preço porque não são aplicados diretamente na unidade a ser produzida.

Percebe-se, com facilidade, que os conceitos contábeis e econômicos são quase iguais, mas a aplicação deles é completamente diversa. Isto é, o empresário consciente e eficiente considera todos os custos contábeis como condicionantes da atividade produtiva. Porém, na hora de fixar o preço do produto, ele considera somente custos que entram diretamente no custo da unidade a mais produzida.

Por exemplo, considere que o prédio da fotografia inicial é da Administração Central de uma grande empresa vendedora de produtos agropecuários. Se ela vendesse laranjas, então o custo de construção e manutenção desse prédio central entraria no preço da laranja? É claro que não! E se fosse o prédio de uma grande concessionária de pedágio, então o valor da taxa de pedágio deve pagar as despesas desse luxuoso prédio central? Também fica claro que não devemos pagar o luxo do "dono" do pedágio.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CUSTOS QUE FORMAM O PREÇO DA OBRA. OU: Você já percebeu que o preço do pedágio deveria ser somente o custo dos funcionários da cobrança mais o custo de manutenção da rodovia em condições de uso? Do valor cobrado não deveria constar lucro e nem custo de construção dos prédios da praça de cobrança



A foto é de uma praça de cobrança de pedágio na BR 376 Paraná - 2010

A Ciência Econômica conceitua custos diretos (ou variáveis) como aqueles que dependem somente da quantidade produzida, basicamente salários de mão-de-obra e pagamentos de matérias primas.

Já os custos indiretos (ou fixos) são conceituados como as parcelas que se mantêm fixas e independentes da quantidade produzida, tais como aluguéis, manutenção, administração, seguros, mobilizações, depreciação de equipamentos etc.

Esses custos são derivados da necessidade de se manter o capital na posse do empresário. Equipamentos são capitais, haja vista que são trabalhos acumulados e apropriados pelo capitalista. Por isso, os equipamentos sofrem depreciação e, por conseqüência, têm custos fixos.

Porém, é importantíssimo ressaltar que a Ciência Econômica considera que somente os custos diretos são componentes do preço de mercado. Isso significa que canteiro de obras, mobilização e desmobilização de equipamentos, administração central, seguros, impostos diretos e despesas financeiras não entram no preço da unidade a mais de mercadoria ou serviço a ser produzida. Esses custos também não entram no preço da próxima obra a ser feita pela empreiteira por que, para a empreiteira, cada obra é apenas mais uma unidade a ser produzida.

O preço de uma mercadoria ou serviço é aquele que foi pago na hora do recebimento do objeto ou serviço. Se alguma coisa não pode ser colocada no valor da nota fiscal, então é porque não houve valor agregado. Se, por exemplo, o imposto direto a ser pago pelo empresário não pode ser colocado na nota fiscal, então é por que ele não faz parte do preço da mercadoria ou serviço.

Essa é a base do raciocínio econômico que não pode ser negada pela contabilidade de custos do empresário e que também não pode ser negada pela Administração Pública na hora de calcular o preço do objeto da licitação.

Você já percebeu que o preço do pedágio deveria ser somente o custo dos funcionários da cobrança mais o custo de manutenção da rodovia em condições de uso? Do valor cobrado não deveria constar lucro e nem custo de construção dos prédios da praça de cobrança.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CUSTO DE SE MANTER A POSSE DO CAPITAL NÃO DEVE SER PAGO NAS CONTRATAÇÕES, MAS A ADMINISTRAÇÃO O PAGA E ESTIMULA A EXISTÊNCIA DO EMPRESÁRIO QUE CARREGA A EMPRESA NUMA PASTINHA


Foto praia do Paraná. Janeiro de 2007.

Capital é o somatório de meios de produção que o capitalista tem para gerenciar o processo produtivo. Recursos financeiros, equipamentos, materiais, recursos humanos, idéias, ou seja: é tudo aquilo que serve para impulsionar, motivar ou puxar a produção de algo que a sociedade queira.

O capitalista é o dono do capital. O trabalhador é dono da sua própria força de trabalho. Quem produz é o trabalhador ou o capitalista? Responde-se que são os dois. Contudo, o empresário capitalista possui muitos capitais e o trabalhador (sempre capitalista) só possui o próprio corpo.

Qual é o custo de se manter a posse do capital? É o valor que por ele é pago ou é aquilo que se gasta para mantê-lo produtivo? Responde-se que o capitalista tem custos diretos e indiretos para manter capital produzindo, mas o consumidor só paga pelos custos diretos ou só paga o preço daquilo que lhe dá benefícios diretos.

Quem paga o preço do envelhecimento do único capital do trabalhador? É ele próprio. É evidente que o trabalhador assume esse custo sozinho. Corpo envelhecido deprecia e perde valor. O trabalhador, ao invés de receber, paga para continuar com seu corpo vivo e produzindo. Logo, assim como o trabalhador assume os custos da manutenção do próprio corpo, também o dono do capital deve assumir custos de manutenção da posse dos muitos capitais que tem.

Pelo exposto, numa conclusão preliminar, pode-se afirmar que a Administração não deve remunerar custos de manutenção, de mobilização, de seguros, de segurança ou das demais despesas e custos indiretos de manutenção da posse do capital. Também não deve pagar BDI, garantir lucro ou devolver imposto direto ao empresário.

No entanto, ao contrário dessa conclusão, a Administração paga o custo de manter a posse do capital e estimula a existência do empresário que carrega a empresa numa pastinha. Ele aparece na licitação só para negociar e receber pela desistência de proposta. Caso seja vencedor, não se preocupará, haja vista que a Administração pagará todas as despesas de mobilização e de custos do capital que poderá ser tomado de empréstimo dali por diante. Tudo que for necessário para montar e fazer uma empresa funcionar será pago. Logo, conclui-se que o pagamento das despesas de manutenção da posse do capital é um absurdo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

OS DOIS LADOS DO MERCADO EM CONCORRÊNCIA PURA E OS DOIS LADOS DE UMA LICITAÇÃO PÚBLICA SÃO OS MESMOS




Foto 1 - Sombra do Morro do Funil às 18h - Santa Catarina
Foto 2 - Feliz aniversário para você.

No mercado ou em uma licitação pública existem dois lados:
a) o lado do empresário, o qual sempre corre atrás de obter o maior lucro;
b) o lado dos consumidores (ou da Administração Pública), os quais sempre querem pagar o menor preço.

Analisando a Constituição de 1988, Jorge Alex Nunes Athias situou estado, empresário e consumidor da seguinte maneira:

Quem estabelece o preço a ser contratado na licitação é o mercado, no qual vigora a lei da oferta e da procura. Se a água é abundante, então ela tem preço próximo de zero. Se o diamante é raro, então ele tem preço próximo do infinito. Existem empresários que vendem água e outros que vendem diamantes. Ambos devem vender ao preço estabelecido pelo mercado.

Pergunta-se: Com base nos conceitos da Economia (mercado em concorrência pura), o mercado ou os consumidores levam em conta os custos da produção da água ou do diamante? Com certeza não. Mas o empresário sim. Este sim só pensa no próprio custo e no lucro. Mas essa é a essência do jogo. Os produtores pensam que vão levar o lucro. Os consumidores pensam que compram barato.

Na verdade, todos ganham no mercado em concorrência pura. Nada é barato ou caro, mas tudo depende da obtenção dos menores custos em função do maior lucro e do menor preço. É um ponto de equilíbrio mostrado correntemente pela análise microeconômica. Esse ponto também deve ser obtido pelas regras da Lei de Licitações.

Para garantir o Direito de Concorrência e a contratação pelo preço de mercado, a Administração Pública deve aplicar duas regras:
a) seguir à Lei de Licitações (Lei 8.666/93) e;
b) orçar preço de obras e de serviços públicos sem adição de despesas indiretas (BDI), sem adição de custos indiretos, sem devolução de impostos diretos e sem lucro.
a) a aplicação do RDC (Regime Diferenciado de Contratações) é um absurdo como se pode ver em outros artigos deste blog.

domingo, 22 de janeiro de 2012

PREÇO DE MERCADO EM EQUILÍBRIO É IGUAL AO CUSTO MARGINAL SEM BDI. O CONSUMIDOR NÃO PAGA POR DESPESAS OU POR CUSTOS INDIRETOS DE PRODUÇÃO


Foto no Passeio Público e Zoológico de Curitiba - 2009

As leis da Economia mostram que o mercado livre fixa o preço de mercado. Isto é, no mercado em concorrência pura, o preço dos serviços ou mercadorias é determinado pela Lei da Oferta e da Procura:
“Se o preço aumenta, a quantidade procurada diminui e a quantidade ofertada aumenta. Se o preço diminui a quantidade procurada aumenta e a quantidade ofertada diminui.”

Esse movimento de aumento e diminuição mostra que preço e quantidade são variáveis que oscilam em torno de um ponto de equilíbrio, o qual, uma vez atingido, representa o preço de mercado. O equilíbrio dá-se em um ponto em que o preço é o menor entre todos os produtos iguais oferecidos ao mercado.

Adicionalmente, a análise matemática existente na Teoria Microeconômica prova que esse preço de equilíbrio é igual ao custo marginal. Nesse caso, o preço de mercado é igual ao custo marginal mínimo. Deve-se observar que no custo marginal não entram custos indiretos ou BDI.

Tal dedução matemática para o equilíbrio de mercado deixa os empresários em concorrência pura sem lucro. O empresário quer vender pelo maior preço e o consumidor quer comprar pelo menor preço e isto conduz o equilíbrio para o lucro zero.

O consumidor adquirente de um imóvel, por exemplo, não tem condições de saber e não quer saber dos custos do empresário. O empresário sabe dos próprios custos, mas não sabe dos custos do concorrente. Da mesma maneira, o comprador de imóvel não quer saber quais equipamentos foram usados, quais os métodos administrativos usados, se houve necessidade de um grande canteiro ou se foi usado o canteiro de outra obra, se foram mobilizadas poucas ou muitas máquinas. Ele só quer saber da área construída, da qualidade e do preço. Mais que isso, que seja o menor preço.

A Administração Pública deveria agir da mesma maneira. Deveria agir como consumidor quando compra um imóvel. Como ela quer adquirir pelo preço de mercado, as despesas e os custos indiretos deveriam ser suprimidos do orçamento base do objeto da licitação.

A Administração e o consumidor racional, teoricamente, não compram canteiro de obras, não compram administração local, não compram mobilização e desmobilização de equipamentos e não querem saber do lucro do empresário, pois só querem saber da área construída, da qualidade e de pagar o menor preço. É o mesmo que dizer que consumidores não pagam pelas despesas e custos indiretos.

O exemplo mais característico da teoria microeconômica para defender que o preço de mercado não depende dos custos de produção é a comparação entre o preço da água e o preço do diamante.

O ser humano necessita de água para matar a sede e precisa de diamante para se envaidecer. Tanto a água quanto o diamante são encontrados na natureza sem custo de produção. Porém o preço da água é próximo de zero e o preço do diamante é próximo do infinito. Isso prova que o preço forma-se pela lei da oferta e da procura e não pelos custos de produção. Só o empresário deve preocupar-se com todos os custos de produção para entrar no mercado que lhe sinaliza unicamente pelo preço.

Portanto, a Administração Pública, ao estabelecer o preço do objeto a ser comprado, não deve verificar os custos de instalação de uma fábrica para engarrafar água e nem verificar os custos de se prospectar diamantes. Deve simplesmente verificar qual é o preço de mercado. Se o preço de mercado não estiver evidenciado, então o preço poderá ser estabelecido igualando-o ao custo marginal que é o custo de se produzir uma unidade a mais.

CURIOSIDADES OU: VOCÊ SABIA QUE O CAMELO DA FRASE DE JESUS CRISTO "É MAIS FÁCIL UM CAMELO PASSAR PELO BURACO DA AGULHA QUE UM RICO ENTRAR NO REINO DOS CÉUS" NÃO É UM CAMELO E SIM UMA CORDA GROSSA?

LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS...

 Os Três Reis Magos:
. O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
. O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
. O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso ( ou O Túmulo de máusolo em Éfeso )
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

 As 7 Notas Musicais:
A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino :
Utqueant laxis (dó) Para que possam
Resonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Famulli tuorum com largos cantos
Solve polluit apaga os erros
Labii reatum dos lábios manchados
Sancti Ioannis Ó São João

Os Sete Pecados Capitais:
(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)
. Gula
. Avareza
. Soberba
. Luxúria
. Preguiça
. Ira
. Inveja

 As Sete Virtudes:
(para combater os pecados capitais)
. Temperança.....(gula)
. Generosidade..(avareza)
. Humildade........(soberba)
. Castidade.........(luxúria)
. Disciplina.........(preguiça)
. Paciência..........(ira)
. Caridade...........(inveja)

 Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas":
Os dias, nos demais idiomas- com excessão da língua portuguesa , mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônios:
. Domingo - dia do Sol
. Segunda - dia da Lua
. Terça - dia de Marte
. Quarta - dia de Mercúrio
. Quinta - dia de Júpiter
. Sexta - dia de Vênus
. Sábado - dia de Saturno

 As Sete Cores do Arco-Íris:
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
. Vermelho
. Alaranjado
. Amarelo
. Verde
. Azul
. Anil
. Violeta

 Os Doze Meses do Ano:
- Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
- Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;
- Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;
- Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
- Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
- Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
- Julho: no primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
- Agosto: inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
- Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
- Outubro: na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
- Novembro: vem do latim novem (nove);
- Dezembro: era o décimo mês

 Os Doze Apóstolos:
1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.
***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

 Os Doze Profetas do Antigo Testamento:
1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

 Os Quatro Evangelistas e a Esfinge:
. Lucas (representado pelo touro)
. Marcos (representado pelo leão)
. João (representado pela águia)
. Mateus (representado pelo anjo)

 Os Quatro Elementos e os Signos:
. Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
. Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
. Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
. Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)

 As Musas da Mitologia Grega:
(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)
1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )

 Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

 Os Múltiplos de Dez:
(os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)
NOME (Símbolo) = fator de multiplicação
Yotta (Y) = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta (Z) = 1 021 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa (E) = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta (P) = 1015 = 1.000.000.000.000.000
Tera (T) = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga (G) = 109 = 1.000.000.000
Mega (M) = 106 = 1.000.000
kilo (k) = 10 3 = 1.000
hecto (h) = 102 = 100
deca (da) = 101 = 10
uni = 10 0 = 1
deci d, 10-1 = 0,1
centi c, 10-2 = 0,01
mili m, 10-3 = 0,001
micro µ, 10-6 = 0,000.0001
nano n, 10 -9= 0,000.000.001
pico p, 10-12 = 0, 000.000.000.001
femto f, 10-15 = 0,000.000.000.000.001
atto a, 10 -18 = 0,000.000.000.000.000.001
zepto z, 10-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
yocto y, 10 -24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001

exa..................deriva da palavra grega "hexa" que significa"seis".
penta...............deriva da palavra grega "pente" que significa"cinco".
tera..................do grego "téras" que significa "monstro".
giga..................do grego "gígas" que significa "gigante".
mega...............do grego "mégas" que significa "grande".
hecto...............do grego "hekatón" que significa "cem".
deca.................do grego "déka" que significa "dez".
deci..................do latim "decimu" que significa "décimo".
mili...................do latim "millesimu" que significa "milésimo".
micro...............do grego "mikrós" que significa "pequeno".
nano.................do grego "nánnos" que significa "anão".
pico..................do italiano "piccolo" que significa "pequeno".

 Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1??) = 2,54 cm
pé 1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC

 Os Dez Números Arábicos:
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
. Dunga
. Zangado
. Atchin
. Soneca
. Mestre
. Dengoso
. Feliz

Você Sabia ?
1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.
Outra versão afirma que a Expressão O.K. surgiu do fato dos Ingleses marcarem as mercadorias que se destinavam ao rei com a inscrição: Of the King ou O.K.

2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".

 3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )

 4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".

7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje.

sábado, 21 de janeiro de 2012

A CRISE DA ECONOMIA DA GRÉCIA E DA EUROPA É UMA CRISE SOCIALISTA. SACRIFICA-SE O POVO PARA SALVAR O PRÓPRIO GOVERNO

A Grécia é um país membro da União Européia com 10,5 milhões de habitantes e um PIB per capita de 30.000 dólares anuais. O Brasil tem 190 milhões de habitantes e um PIB per capita por volta de 10.500 dólares anuais. A participação do setor público na economia é 40% em ambos os países.

Em 2009, a Grécia era a 34ª economia do mundo, com um PIB de 341 bilhões de dólares (menos que um décimo do brasileiro). A partir daquele ano, porém, o país enfrentou uma forte crise econômica. A taxa de desemprego, que em 2007 era de 8,0%, passou a 9,5% em 2009 e a 12,5% em 2010.

A Grécia é um dos países que mais se beneficiaram da união dos países europeus. Obteve um crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem obtendo taxas de crescimento na casa dos 4% desde o ano 2000, excedendo em mais de 1% a média da União Européia. Depois de 1993, a primeira vez que o crescimento econômico foi negativo foi em 2009.

Em abril de 2010, o governo “socialista” eleito em outubro de 2009, pediu ajuda ao Fundo Monetário Internacional – FMI – e à própria União Européia para enfrentar a crise. Em maio, anunciou um plano de austeridade, visando reduzir o déficit público.

Em troca de um pacote de ajuda da União Europeia e do FMI, no valor de 110 bilhões de euros, desembolsados ao longo de três anos, o governo grego concordou com um programa de medidas e de reformas a ser executado no mesmo período. Nesse conjunto de medidas incluíam-se:
- redução dos benefícios a funcionários públicos;
- redução de pensões e aposentados;
- redução dos investimentos públicos e das despesas de custeio do estado;
- congelamento de salários dos setores público e privado;
- 60 anos como idade mínima para aposentadoria;
- liberalização das leis trabalhistas, facilitando as demissões e abrindo à concorrência a várias profissões protegidas;
- criação de novos tributos e aumento imediato de 10% nas alíquotas sobre combustíveis, tabaco e álcool;
- elevação de 2% na alíquota do imposto sobre o valor agregado, que a partir de 1º de julho passaria a 23%.

Eu não considero que a Europa esteja em crise capitalista. Veja meu artigo "crise socialista que começou na Grécia". O interessante dessas soluções de crises socialistas é que o governo impõe sacrifício ao povo para salvar banqueiros dizendo que salvará todos.

Se a solução da crise fosse pelas regras do capitalismo, então a falência de comerciantes, banqueiros e industriais deveria ocorrer sem que o governo os socorresse. Aqueles ineficientes ou parasitas, verdadeiros culpados pela crise, perderiam as vantagens sociais. É o preço de se correr riscos para ganhar mais do que quem não é dono do próprio nariz.

Ora, se o povo será sacrificado, então que se deixem os banqueiros assumirem a parte deles. A parte sacrificada dos comerciantes, dos banqueiros, dos industriais e dos trabalhadores é a mesma para todos.

Nas crises capitalistas, cada um perde uma parte da renda. Se um comerciante vai à falência, outro o substitui e se algum banqueiro perde dinheiro, outro agente econômico ganha. Não é assim nas crises socialistas por que os poderosos do governo querem salvar os banqueiros para salvar a si próprios.

O resultado é que a crise demora muito mais para acabar e o povo sofre mais ainda por ter que sustentar parasitas do governo. O que ocorre na Grécia ocorrerá em toda a Europa e em todo país que, como o Brasil, o governo quer resolver a própria crise de excesso de intervencionismo socialista.

Todas as informações deste texto têm origem na Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

As orelhas de Obama, simbolicamente falando, são imensamente maiores do que as de Mickey. A realidade vivida hoje pelo Oriente Médio é a evidência do quão orelhudo é o atual presidente dos EUA…



As eleições nos EUA, a velha cobrança do ET - "Levem-me a seu líder" - e as orelhas de Obama
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Demorei um pouco porque estava fazendo uma entrevista. Adiante. Os assuntos internos quase não deixam tempo para falar um tantinho do que vai pelo mundo. Vamos lá. No post anterior, há um texto sobre a disputa interna dos republicanos, nos EUA, pelo direito de enfrentar Barack Obama, que disputa a reeleição. Vamos ver: acho que Mitt Romney, dado o conjunto da obra, é, a um só tempo, a melhor e a pior chance que têm os republicanos. Não é só gosto pelo paradoxo, não. Já explico o que quero dizer. Antes, tenho algumas considerações.

Com raras, raríssimas mesmo!, exceções, as críticas que a imprensa liberal americana — secundada pela imprensa filoesquerdista ocidental — faz ao Tea Party, o movimento conservador existente dentro do Partido Republicano, traduz uma espécie de rancor à democracia. Uma coisa é discordar das teses do grupo; outra, distinta, é tratar seus partidários como se fossem bestas-feras dispostas a liquidar com a América. Essa é, na verdade, só expressão de uma das faces do “obamismo”. Quem quer que se apresente como seu crítico à direita é logo satanizado. A turma do Tea Party não deu bola para a patrulha e resolveu radicalizar o discurso — incorrendo, muitas vezes, em óbvios exageros retóricos, para a satisfação dos “progressistas”.

Essa patrulha, pra mim, não tem nenhuma importância. Os “progressistas” americanos, à semelhança dos daqui, são policias de consciência dedicados, mas, por lá, o jogo é mais equilibrado, e os conservadores também têm uma forte presença no debate. Não existe esse virtual monopólio da opinião que há no Brasil. O ponto que me interessa é outro. O Tea Party conseguiu a adesão de milhões de eleitores da base republicana, mas não conseguiu produzir um líder de dimensão nacional. Ocorreu, infelizmente para os republicanos, uma espécie de fratura interna. Forças tradicionais do partido vêem o Tea Party com desconfiança, e seus admiradores não se sentem representados pelo que consideram a elite partidária.

Por que digo que Mitt Romney é a melhor e a pior chance que têm os republicanos? Porque ele me parece o candidato mais preparado, mas, vejam só, não entusiasma a base que foi mobilizada pelo Tea Party. Parte da crítica que é feita a ele é curiosa: um de seus defeitos estaria em ser rico — e, portanto, integrar uma elite supostamente predadora. Esse discurso, que sensibiliza correntes progressistas, hoje é feita também por grupos ultraconservadores. Ele é a melhor chance porque é o mais preparado; também pode ser a pior chance porque não empolga.

A ser verdade o que apontam, no momento, as pesquisas, Romney pode ser ultrapassado por Newt Gingrich — e, nesse caso, Obama poderá encomendar o terno da reeleição sem muito esforço. No debate da CNN de ontem, sua vida amorosa conturbada foi evocada, o que o deixou furioso. Nos EUA, é besteira tentar ignorar esses aspectos. E, se querem saber, eles estão certos. Não há nada de errado que se cobre de um homem público que viva conforme o discurso que faz.

Momento infeliz
Os EUA vivem tempos um tanto infelizes no que diz respeito à política. Diga-se o que se disser, ver o presidente Barack Obama a discursar com o Castelo da Cinderela ao fundo, na Disney, é um bom retrato da época. “Sempre é agradável conhecer um líder mundial que tem orelhas maiores que as minhas”, disse o presidente, referindo-se a Mickey Mouse. Então tá.

Romney disse que o presidente vive mesmo na “Terra da Fantasia”. Gingrich foi na canela: Obama ao lado de Mickey e Pluto seria uma foto do gabinete presidencial. O conjunto da obra, em suma, parece pouco sério, embora o mundo viva uma crise grave. Se a Terra parar (lembram-se do filme?), e um ET cheio de bons propósitos humanistas (!) descer da nave e pedir “Levem-me a seu líder”, imaginem o embaraço.

Ademais, acho que as orelhas de Obama, simbolicamente falando, são imensamente maiores dos que as de Mickey. A realidade vivida hoje pelo Oriente Médio é a evidência do quão orelhudo é o atual presidente dos EUA…

OPORTUNIDADE DE ESTÁGIO NOS ESTADOS UNIDOS

Por Elisa Lucena Martins* no site www.ordemlivre.org


Terminam no dia 31 de janeiro as inscrições para o Charles G. Koch Summer Fellow Program.

Através deste programa, o Institute for Humane Studies oferece oportunidades de estágio em mais de 80 think tanks ao redor dos Estados Unidos, além de treinamento com professores e profissionais de diversas organizações que visam a preparação do estudante universitário ou recém-graduado para o mundo das políticas públicas.

Esta também é uma ótima oportunidade para quem deseja trabalhar no OrdemLivre na sede da Atlas Network em Washington, D.C. e, ao mesmo tempo, participar de workshops, palestras e seminários.

Para mais informações, visite a página do programa ou envie um e-mail para contato@ordemlivre.org.

*Elisa Lucena Martins, formada em economia pela Universidade Federal de Santa Maria, é editora de OrdemLivre.org.

PETISTAS, ONGUEIROS E PADRES BELZEBUS ABENÇOAM ANARQUIA EM SP, CIDADE AMEACADA DE VIRAR MAIOR CRACOLÂNDIA! DO PLANETA!


Polícia paulista fez retrato falado de Padre Belzebu sentado sobre pedras de crack na cracolândia em apoio aos viciados e contra a ação policial

Por Aluizio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com

O incansável Reinaldo Azevedo, fustiga em seu blog, com precisão, a petezada, ongueiros e outra figura inédita: os "padres belzebus", que abençoam a cracolândia em São Paulo, pisoteiam a lei e a ordem e estigmatizam a polícia. Na pequena enquete aqui no blog no topo da coluna ao lado, 97% dos que votaram são a favor da ação da PM comandada pelo governo de São Paulo em parceria com a Prefeitura. É uma amostragem anêmica, concordo, porém a capilaridade deste blog e sua abrangência é de nível nacional e internacional. Quem quiser pode acompanhar pela ferramenta Feedjeet, na coluna abaixo. Está aberta a todos que queiram conferir a movimentação dos acessos ao blog. A amostragem é diminuta mas revela, por certo, uma tendência, destacando-se que o blog possui expressivo número de leitores de São Paulo.

Transcrevo o post do Reinaldo que dá a medida exata do que acontece em São Paulo. Se o PT vencer a eleição municipal esta extraordinária metrópole se transformará na maioria cracolândia do planeta. Leiam:

Petistas, ongueiros, padres belzebus, jornalistas, consumidores recreativos de drogas… Toda essa gente se juntou para atacar a Polícia Militar em São Paulo, em sua correta ação na cracolândia, falando em nome de um novo código: o “Drogadamente correto”. A exemplo do “politicamente correto”, também esse é um código fascistóide, que pretende impedir as pessoas de pensar em nome de supostas verdades consolidadas, que são nada mais do que escolhas políticas e até ideológicas.

Não existe o “drogadamente correto”. Existem o legal e o ilegal. É claro que doentes têm de ser tratados — a menos que, na suposição de que possam escolher, eles não queiram. Se não tiverem mais poder de escolha, que se escolha por eles, segundo os direitos fundamentais garantidos pela Constituição (também os direitos de quem não se droga!!!).

Em qualquer dos casos — com ou sem poder de escolha —, viciados não podem sitiar em suas casas os que não partilham de seu vício nem são responsáveis por sua doença. Eis a questão que aquela gente não entendeu: os códigos regulam também a vida dos drogados; não serão os drogados a regular a aplicação dos códigos.

Ou é assim, ou é a volta ao estado da natureza, como se via na cracolândia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CRACK: POBRE TRABALHA PARA VIVER, ENFRENTA A VIDA E NÃO SE DROGA. O POBRE FAZ ESCOLHAS E, MESMO COM AS DIFICULDADES QUE A VIDA OFERECE, NA MAIORIA DOS CASOS, ESCOLHE A VIDA HONRADA

Duas mulheres. Uma é viciada em crack, a outra, em trabalho
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Vejam esta foto de Luiza Sigulem, da Folhapress, publicada na Folha Online. Volto em seguida.
crack-nora-e-sogra
À esquerda, vocês vêem Desirée Mendes Pinto, 35, grávida de quatro meses, viciada em crack e presa, pela quinta vez!, traficando a pedra. À direita, sua sogra, a faxineira Teresa Beatriz Viega, 68, cujas mãos e cuja idade sugerem ser viciada em… trabalho! Teresa, informa o jornal, estava à procura de Desirée para lhe oferecer ajuda. Ao saber da prisão da nora, desabafou, pensando no neto: “Ao menos na cadeia ela vai se alimentar melhor”. Na cadeia também está seu filho, João, o pai da criança, que é soropositivo. A reportagem de Emilio Sant’Anna e Afonso Benites está aqui.
Por que Desirée e o marido vivem nesse desvario, e Teresa, aos 68, faz faxina para sobreviver? Eis uma boa questão. Boa parte da imprensa, dos especialistas e dos poetastros que tratam do assunto gosta de fazer digressões sobre as razões do desvio, da adesão ao crime, da decadência. Mas pouco se investigam os motivos por que a esmagadora maioria dos pobres — A ESMAGADORA MAIORIA, ENTENDEM? — faz como Teresa: trabalha para sobreviver, enfrenta as dificuldades que a vida oferece — e toda vida é, a seu modo, difícil — e não se droga. Ao contrário: vemos ali uma senhora já idosa, trabalhadora, asseada, disposta a percorrer a cracolândia porque preocupada com a nora e com o neto que vai nascer.
Aonde quero chegar? As pessoas se drogam pelos mais variados motivos. Ricos infelizes podem recorrer a substâncias químicas, legais e ilegais, para enfrentar seu sofrimento. O mesmo pode acontecer com os pobres. Os que têm dinheiro acabam se tornando meio invisíveis — embora alguns acabem nas sarjetas, mas estimo que sejam casos excepcionais. Os pobres, dados, até havia pouco, a tolerância do Poder Público com as drogas e o discurso irresponsável dos proxenetas e cafetões morais dos viciados, começaram a se juntar nas cracolândias.
Não pode existir nas cidades um local com aquelas características, em que doentes — admitamos que os viciados são doentes — convivem com os fornecedores da causa de sua doença! A verdadeira violência, é evidente, não está na ação da polícia, mas na tolerância cruel. O que pode haver de mais desumano do que admitir a existência de um Vale dos Caídos, em que pessoas são tratadas como dejetos? O padre Júlio Lancelotti celebrou outro dia o escárnio que foi a tal churrascada na cracolândia porque viu ali a saudável convivência entre os diferentes. Não ocorreu à sua teologia belzebu que os “descolados” que foram lá fazer proselitismo podiam voltar para o conforto de suas casas. Os zumbis não tinham a opção de voltar para a vida.
Sim, é preciso, sim oferecer tratamento aos viciados, tomando, no entanto, o cuidado para que não se crie a indústria do vício. Escrevi aqui dia desses que não se pode aplicar um método Pavlov às avessas, como parece querer o Ministério Público naquele texto inacreditável em que anuncia a abertura do inquérito civil para investigar eventuais violações de direitos na cracolândia. O estado não pode ser babá de viciado, de modo a recompensá-lo sempre com contínuos agrados.
O trabalho de prevenção — é uma questão de lógica elementar — chama-se “repressão”. O tráfico e o consumo de drogas não podem ter nenhuma forma de compensação. Por essa razão, a internação compulsória do viciado tem de estar no horizonte das autoridades que cuidam do assunto. Se a sociedade vai arcar com o custo do tratamento de quem insistiu em fazer escolhas erradas ou de quem, por qualquer razão, não pode escolher, tem de fazer também as suas exigências. Viciados não caem da árvore da vida, não são uma variante, sei lá, cultural, que tem de ser tolerada. O custo é muito alto. As donas Teresas, que compõem a maioria dos pobres do Brasil, também requerem atenção.
O governador Geraldo Alckmin diz não haver prazo para a PM deixar a cracolândia. Que não haja mesmo! Cracolândias, em São Paulo ou em qualquer lugar, nunca mais! Os supostos defensores dos direitos humanos que criticaram a ação da polícia confundem esses pobres desgraçados com rebeldes que contestam o sistema. É uma perspectiva estúpida e cruel. O sistema não está nem aí para eles, nem eles para o sistema. Impedir que se reúnam no Vale dos Desgraçados é que é expressão do humanismo. A Polícia Militar finalmente se interessou por eles. Os vigaristas ideológicos só os queriam como expressão da diversidade. E, como se viu, já aproveitaram para cuidar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.
Aliás, espalhem esta também: Haddad, a exemplo de Gabriel Chalita, atacou a ação da polícia.

CHINA: A COR DO GATO IMPORTA. BRASIL: O IMBRÓGLIO ELEITORAL DE SÃO PAULO, A DEMOCRACIA ORIGINAL E A DITADURA ORIGINAL

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ em 19/01/2012.

Serra não será candidato. Ponto! Só que o ponto é outro! Ou: O imbróglio eleitoral paulistano
Leio no Estadão que José Serra comunicou a seus aliados, no domingo, que não será candidato à Prefeitura. Definitivamente não! Seu projeto continua a ser nacional. Quem sabe os institutos de pesquisa cedam agora à realidade e parem de colocar o seu nome em simulações. Na verdade, nunca achei que cometeria a sandice de sê-lo. É evidente que dispõe de todos os predicados para o cargo e fez uma excelente gestão quando prefeito - tanto é assim que se elegeu, pela primeira vez na história, governador no primeiro turno, em 2006. “Sandice” por quê? Porque seus adversários passariam a campanha cantando o samba de uma nota só: “Se for prefeito, vai renunciar para se candidatar à Presidência…” Ocupar-se-iam menos em dizer por que eles próprios deveriam estar na Prefeitura do que em dizer por que o outro não deveria. E estariam, ainda que com más intenções, vocalizando o sentimento de boa parte dos paulistanos, que acham que seu lugar é a Presidência. Uma pesquisa bem-feita e honesta revelaria esse dado, estou certo.

O cenário em São Paulo ainda é bastante confuso. O PT, como se sabe, terá candidato próprio: Fernando Haddad. Lula tenta emplacar uma dobradinha com Gabriel Chalita (PMDB), que seria convidado a ser vice na chapa encabeçada pelo petista, mas Michel Temer, vice-presidente da República e chefão do PMDB, acha que é o caso de sair com candidatura própria. Mantém relacionamento estreito com o DEM, que também namora com os tucanos - afinal, o partido integra a base de Geraldo Alckmin e está no governo. A propósito: caso se junte ao PMDB, teremos o Democratas dando apoio a um dilmista convicto. Dilma, no momento, é a mulher madura do peito de Chalita. O PPS, também da base em São Paulo, diz que vai de Soninha no primeiro turno. O PTB anuncia que fará o mesmo. O PC do B fala em Netinho, mas pode se juntar tanto a um nome apoiado por Gilberto Kassab como se juntar aos petistas.

O centro da indefinição em São Paulo está na relação PSDB-PSD. Kassab, por enquanto, só aceita fazer acordo com os tucanos se tiver a cabeça de chapa, com Guilherme Afif. Uma alternativa seria Serra, mas o prefeito é experiente o bastante para saber que essa possibilidade nunca existiu. Negociando com os tucanos de um modo muito peculiar, o prefeito se encontrou com Lula e propôs uma aliança: indicaria o candidato a vice na chapa de Fernando Haddad. E ainda teria anunciado que levaria consigo uma penca de vereadores. Uma guinada e tanto na carreira do prefeito, não é?, que se elegeu com os votos dos não-petistas em São Paulo. Uma parte do PT reagiu mal, mas Lula mandou estudar a proposta, e o comando do Diretório Estadual diz que é preciso ver a possibilidade sem preconceitos. Imaginem só: Haddad candidato com o apoio de Kassab, restar-lhe-ia fazer oposição aos, bem…, aos tucanos do governo do Estado, suponho.

Membros do PSDB de São Paulo ainda tentam salvar a aliança com Kassab, sem perder o DEM - que, nessa hipótese, fica um pouco mais arisco, dando piscadelas para Chalita - porque entendem que, num quadro muito fragmentado e com poucas alianças, quem sai ganhando é Fernando Haddad. O busílis é o seguinte: 2012 está sendo entendido como uma espécie de ensaio para 2014. Um eventual arranjo dos tucanos com Kassab, em São Paulo, poderia passar pela indicação do agora prefeito a vice na chapa de Akckmin nas eleições para o governo do estado, o que já projeta o jogo, vejam vocês, lá para 2018…

Não são poucos no PSDB os que resistem à possibilidade de uma chapa encabeçada por Afif, embora reconheçam que a eventual migração do prefeito para as hostes petistas concorre para a desorganização e fragmentação das forças não-petistas. A situação em São Paulo levou ontem o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio dos Bandeirantes para uma reunião com Alckmin. Ambos acham que é preciso haver uma reaproximação com o prefeito. Entendo.


Não deixa de ser irônico…
A iniciativa de Guerra e Aécio não deixa de ter o seu lado irônico. São Paulo é um estado que vive na mira dos ditos “moderados” do PSDB porque, dizem alguns, certas dissensões e confrontos são coisas “dos paulistas”, sem reflexos importantes no resto no Brasil. É mesmo, é? Isso sempre pôde ser dito com certa tranqüilidade enquanto se tinha a cidade (e o Estado) quase garantidos. O cenário confuso de agora sugere, para muita gente, uma chance real de o PT vencer a eleição na cidade, o que não seria bom para ninguém - inclusive para o futuro presidenciável do PSDB, seja ele Serra, Aécio ou J. Pinto Fernandes…

Aécio concedeu uma pequena entrevista e criticou o governo Dilma, o que sempre é bom, né?, vindo da boca de alguém eleito para ser oposição. Mas não há a menor chance de os tucanos terem candidato próprio em Belo Horizonte, por exemplo. Lá, vão de Márcio Lacerda (PSB) mais uma vez, em provável aliança com o PT. Não obstante, há o convite para que São Paulo resista!!! Entenderam a ironia? Por mais que o quadro por aqui ande um tanto exótico, uma coisa é certa: PSDB e PT jamais estarão numa mesma trincheira. Sabem como esses paulistas são sangue ruim… Não vou sugerir que Alckmin vá a Minas para pedir ao PSDB de Belo Horizonte tenha, sei lá, coragem…


Agora as prévias
Eu estou entre aqueles que acreditam que o PSDB e PSD deveriam, sim, estar juntos - se com Afif na cabeça da chapa ou não, aí não sei. O meu candidato, já deixei claro!, é Andrea Matarazzo. É alguém em quem eu votaria com absoluta convicção. De todos os que se apresentam para a disputa, é quem conhece melhor São Paulo e tem uma longa folha de bons serviços prestados à cidade. Não sendo ele e não havendo a aliança na forma como quer Kassab, ficaria, dado o leque, com algum outro tucano. A chance de eu votar em Haddad ou em Chalita é bem inferior a zero. Nos pré-candidatos dos demais partidos, zero!

Numa eleição, a qualidade do candidato, infelizmente, não é tudo. Se ele é muito ruim, isso pode determinar a derrota. Se é muito bom, trata-se apenas de um fator relevante. Caso o PSDB tenha o seu próprio nome, Matarazzo ou qualquer outro, é claro que terá de estar unido a outras legendas, dispor de um bom tempo de televisão, de condições materiais para disputar etc. A luta é gigantesca! A máquina petista vem com tudo. Assim, buscar a aliança com Kassab, para os tucanos, é, sim, matéria de prudência. Eu só não acho que o jeito Kassab de negociar esteja ajudando muito… Ou PSDB ou PT??? Em São Paulo, esses termos nunca foram, assim, permutáveis.

Mas que fique claro: eu não me alinho com aqueles que estão certos de que Haddad daria um passeio na eleição mesmo no pior dos cenários para as forças não-petistas. Acho que não! Sempre dependerá da disposição dos adversários do PT de chamar as coisas pelo nome que elas têm. Eu até me arriscaria a considerar que, no momento, o ministro do Enem não chega a ser exatamente uma figura muito querida em São Paulo e no Brasil. A máquina publicitária petista é forte. Mas pode ser enfrentada. Eu estou entre aqueles que acreditam que sempre faltou a coragem necessária para confrontá-la.Por Reinaldo Azevedo

O Brasil, a democracia original e a ditadura original

Acima, trato do quadro partidário em São Paulo. O imbróglio é grande em todo o Brasil. Em parte, isso deriva do fato de que o PT montou uma base tão gigantesca na esfera federal que partidos governistas em Brasília são igualmente governistas em estados oposicionistas, havendo também casos em que aliados federais se engalfinham em disputas estaduais…

Os teóricos do baguncismo tendem a dizer que isso só demonstra que essa conversa de “ideologia” não faz mais sentido. Alguns apelam até a Deng Xiaoping, o homem que abriu a economia chinesa: “Não importa a cor do gato, mas se é ou não capaz de caçar ratos”. Huuummm… Para Deng, líder de uma tirania, a cor política dos gatos importava, sim. O massacre da Praça da Paz Celestial que o diga…

O Brasil não reinventou a democracia. Existe oposição em todo o mundo democrático. Partidos e líderes partidários, nos outros países, não estão com este hoje, com aquele amanhã e com um terceiro na semana seguinte. Essa lambança serve aos próprios políticos, não ao país. Quem deu a Kassab a projeção que ele tem hoje? O eleitorado petista? Acho que não! De fato, os petistas, até agora, tentaram foi inviabilizar a sua gestão. Por que Aécio acha que o PT é bom o bastante para compartilhar com o PSDB a Prefeitura de Belo Horizonte, mas tem de ser derrotado na disputa federal?

Como construir, assim, uma alternativa de poder? Nessa toada, o PT fica no poder até quando houver líderes capazes de manter a sua unidade. Só poderá ser vencido, quando for, por sua próprias contradições. É evidente que o Brasil seria incapaz de inventar uma democracia original. Isso não existe. No máximo, tanta feitiçaria resulta é numa ditadura muito original…

OS BUEIROS EXPLODEM, DESTROEM RUAS, CARROS E MATAM PESSOAS. IDÉIA DOS LEGISLADORES E DO PREFEITO DO RIO DE JANEIRO: PROIBIR QUE PESSOAS ESTACIONEM OU FIQUEM PERTO DOS BUEIROS. É UMA PÉROLA LEGISLATIVA!!

Pérolas Legislativas – Episódio de Hoje: os bueiros explosivos
Por Magno Karl no site www.ordemlivre.org

Nossos legisladores continuam sendo mais criativos que os outros.

Depois do projeto que proíbe o uso de telefones celulares e aparelhos eletrônicosem bancos porque ladrões utilizam telefones celulares e aparelhos eletrônicos (e carros, roupas, oxigênio etc.) para cometerem crimes, e o projeto que proibiu garupas em motos para coibir os crimes cometidos por bandidos em motocicletas, mais uma lei que mostra a extraordinária capacidade dos nossos legisladores foi sancionada ontem na cidade do Rio de Janeiro.

O prefeito Eduardo Paes sancionou a lei n° 5349/2011, proposta pelo vereador Rubens Andrade, que é visa proteger os cidadãos cariocas dos recorrentes problemas com os bueiros explosivos da cidade.

Mas o projeto de Rubens Andrade, ao invés de atacar as causas das explosões, foca em suas consequências. Ele proíbe motoristas de estacionarem seus carros sobre bueiros e restaurantes e bares de colocarem mesas e cadeiras próximas a tampas de empresas concessionárias de água, luz, telefone etc.

O vereador justifica a necessidade da lei:

É uma questão de segurança. Não havia nenhuma legislação nesse sentido e as explosões têm sido constantes. As pessoas não podem ficar expostas ao perigo desta forma.

Nenhuma palavra sobre a razão pela qual os bueiros estão explodindo, ou sobre a responsabilidade daqueles cujo dever seria evitar que bueiros explodissem. O ônus é reservado para quem não tem a ver com as explosões: os motoristas, os donos de restaurantes e seus consumidores.

É a regulamentação estatal, mais uma vez, protegendo os cidadãos brasileiros com inteligência e eficiência

*Magno Karl, cientista social pela UFRJ, é tradutor e assistente de pesquisas de OrdemLivre.org.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CAUSAS SAGRADAS: Ou: O comunismo, o fascismo, o feminismo, a negritude, o movimento gay, às vezes o próprio liberalismo ou, em escala menor e local, o petismo, não admitem virtude maior que a de aderir à sua causa, nem pecado mais hediondo que o de combatê-la.

Causas sagradas: Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org

O fundo da degradação se atinge quando algumas "causas" são tão valorizadas que parecem infundir virtudes, automaticamente, em qualquer vagabundo, farsante ou bandido que consinta em representá-las.

É um impulso natural do ser humano evadir-se da estreiteza da rotina pessoal e familiar para aventurar-se no universo mais amplo da História, onde sente que sua vida se transcende e adquire um "sentido" superior.

A maneira mais banal e tosca de fazer isso, acessível até aos medíocres, incapazes e pilantras,é a militância num partido ou numa "causa", isto é, em algum egoísmo grupal embelezado de palavras pomposas como "liberdade", "igualdade", "justiça", "patriotismo", "moralidade"ou "direitos humanos".

Essas palavras podem representar algum valor substantivo, mas não quando o indivíduo adquire delas todo o valor que possa ter, em vez de preenchê-las com sua própria substância pessoal.

A mais criminosa ilusão da modernidade foi persuadir os homens de que podem enobrecer-se mediante a identificação com uma "causa", quando na verdade todas as causas, enquanto nomes de valores abstratos, só adquirem valor concreto pela nobreza dos homens que a representam.

O fundo da degradação se atinge quando algumas "causas" são tão valorizadas que parecem infundir virtudes, automaticamente, em qualquer vagabundo, farsante ou bandido que consinta em representá-las.

A palavra mesma "virtude" provém do latim vir, viri, que significa "varão", designando que é qualidade própria do ser humano individual e não de ideias gerais abstratas, por mais lindos e atraentes que soem os seus nomes.

Não há maior evidência disso do que o próprio cristianismo, o qual, antes de ser um "movimento", uma "causa", uma instituição ou mesmo uma doutrina, foi uma pessoa de carne e osso, a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual, e unicamente da qual, tudo o que veio depois na história da Igreja adquire qualquer validação a que possa aspirar.

Quando tomada como medida máxima ou única de aferição do bem e do mal, a "causa" adquire o prestígio das coisas sagradas e se torna objeto de alienação idolátrica.

Ora, em maior ou menor medida isso acontece com todas, absolutamente todas as causas políticas, sociais e econômicas do mundo moderno, sem exceção. O comunismo, o fascismo, o feminismo, a negritude, o movimento gay, às vezes o próprio liberalismo ou, em escala menor e local, o petismo, não admitem virtude maior que a de aderir à sua causa, nem pecado mais hediondo que o de combatê-la.

Para os militantes, "bom" é quem está do seu lado, "mau" quem está contra. É um julgamento de última instância, contra o qual não se pode alegar, nem como atenuante, qualquer valor mais universal encarnado numa pessoa concreta.

Embora todos esses movimentos sejam historicamente localizados, não fazendo sentido fora de um estrito limite cronológico, os julgamentos morais baseados neles vêm com uma pretensão de universalidade atemporal, abolindo até mesmo o senso da relatividade cultural: para as feministas enragées, a autoridade do macho é odiosa em qualquer época, mesmo naquelas em que a dureza das condições econômicas, os perigos naturais e a ameaça das guerras constantes tornavam impensável qualquer veleidade de igualitarismo sexual.

Mais ainda: o esforço desenvolvido em público a favor da "causa" é um critério tão absoluto e definitivo de julgamento, que, uma vez atendido, dispensa o indivíduo de praticar na sua vida pessoal as próprias virtudes que o movimento diz representar.

Alegar, por exemplo, que Karl Marx instaurou em casa a mais rígida discriminação de classe, excluindo da mesa da família o filho ilegítimo que tivera com a empregada, é considerado um "mero" argumentum ad hominem que nada prova contra o valor excelso da "causa" marxista.

Do mesmo modo, o sr. Luiz Mott é louvado por seu combate em favor do casamento gay, embora se gabe de ter ido para a cama com mais de quinhentos homens, isto é, de não ter o mínimo respeito pela instituição do casamento, seja hetero, seja homo. Mutatis mutandis, as mais óbvias virtudes pessoais do adversário tornam-se irrelevantes ou desprezíveis em comparação com o fato de que ele está "do lado errado".

Moralmente falando, Francisco Franco, Charles de Gaule ou Humberto Castelo Branco, homens de uma idoneidade pessoal exemplar, foram infinitamente superiores a Fidel Castro ou Che Guevara, assassinos em série de seus próprios amigos, isto para não falar de Mao Dzedong, estuprador compulsivo. Mas qual comunista admitiria enxergar nesse detalhe um sinal, mesmo longínquo, de que a nobreza da causa que defende talvez não seja tão absoluta quanto lhe parece? Mesmo as virtudes dos mártires e dos santos nada significam, em comparação com um alto cargo no Partido.

Quando digo que esse fenômeno traduz a sacralização do contingente e do provisório, não estou fazendo figura de linguagem. Mircea Eliade, e na esteira dele praticamente todos os historiadores da religião, definem o "sagrado" como tudo aquilo a que se atribui um valor último, uma autoridade julgadora soberana e insuperável, imune, por sua vez, a todo julgamento.

Na medida em que tomam a adesão ou rejeição à sua causa como critério derradeiro e irrecorrível de julgamento das condutas humanas, os movimentos a que me referi acima se tornam caricaturas grotescas da religião e da moralidade, e por sua simples existência já produzem a degradação moral da espécie humana ao nível da simples criminalidade politicamente oportuna.

Publicado no Diário do Comércio.

UNIDADE ANTICRISTÃ X DESUNIÃO CRISTÃ. Ou: O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte

Unidade anticristã X desunião cristã. Escrito por Fabio Blanco e publicado no site www.midiasemmascara.org

Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis.

O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível.

No entanto, tal racha, ainda que sério, jamais ultrapassou os estritos limites das questões de fé. Foi, certamente, causado por divergências doutrinárias (sem descartar, claro, influências políticas e interesses pessoais). De qualquer maneira, tudo girando em torno das Escrituras e sua interpretação.

Após a Revolução Francesa, principalmente, entrou, na sociedade, um elemento estrangeiro: uma cosmovisão absolutamente desligada das Escrituras e da tradição cristã. É verdade que seus fundamentos haviam surgido bem antes, mas apenas nela se tornou verdadeiramente um elemento político razoavelmente sistematizado.

Dali, o que houve foi apenas o crescimento de uma visão da vida cada vez mais desligada de Deus, o que desembocou nos movimentos ligados à uma visão estritamente materialista da sociedade, como o marxismo, o anarquismo etc., todas elas abertamente anticristãs.

Hoje, o que há é o domínio cultural e midiático, em quase todo o Ocidente, por grupos e pessoas ligadas diretamente ou por afinidade a esses movimentos que trabalham incessantemente para destruir os fundamentos deixados pelo cristianismo nesta parte do mundo.

Sem contar, ainda, as infiltrações, dentro das igrejas cristãs, por esses mesmos grupos e pessoas, que só fazem trazer para os púlpitos e altares, ainda que sorrateiramente, as mesmas idéias que encharcam o lodo ideológico ao qual pertencem.

Ainda que esses movimentos não tenham sempre uma interação programática objetiva, é impressionante sua identidade ideológica, a defesa unânime dos mesmos pontos, a certeza de quem são os inimigos da sociedade. Apesar da diversidade absurda de princípios, no fim acabam todos eles defendendo as mesmas coisas, acreditando nas mesmas coisas, lutando contra as mesmas coisas.

Pelo lado dos cristãos acontece o contrário: ligados pelos mesmos fundamentos, alicerçados sobre os mesmos princípios, dividiram-se em tantas doutrinas, tantos sistemas e tantas crenças que já não mais se vêem como filhos de uma mesma mãe: a Igreja. Se consideram, quando não inimigos, opostos ou distantes.

Então, o quadro que se coloca é este: anticristãos unidos pelos mesmos objetivos e mesmas idéias; cristãos desunidos, ainda que fundamentados sobre as mesmas bases. Ora, quem está mais forte para ganhar essa batalha? E pode um reino dividido subsistir?

O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte. Sem resistência, vai impondo sua visão de mundo, invadindo os fundamentos da civilização (que ainda é cristã de alguma maneira) e subvertendo mentes que ainda resistem com resquícios dos ensinamentos religiosos recebidos durante dois mil anos.

Por outro lado, não há, do lado de cá, qualquer reação a esse avanço, senão manifestações individualizadas de inconformismos que, isoladamente, pouco podem contra tamanha investida.

A questão é: seria possível alguma união cristã contra tudo isso?

Sinceramente, olhando apenas como um observador, e conhecendo razoavelmente as partes envolvidas, não tenho muita esperança. Os católicos vêem os protestantes apenas como rebeldes insubordinados. Os protestantes vêem os católicos e ortodoxos como desviados da verdade. Tradicionalistas vêem carismáticos como vêem os protestantes e entre estes cada denominação ou mesmo templo vê o outro como herético.

A única solução, se é que há, é, em primeiro lugar, o reconhecimento, pelos verdadeiros cristãos, de que existem inimigos concretos que lutam, incansavelmente, em favor da destruição dos pilares de nossa civilização, o que passa, obviamente, pela mitigação de toda e qualquer influência cristã. Em segundo lugar, a consciência do fundamento comum que liga todas as vertentes cristãs. Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis; principalmente a participação de todos noLogos divino.

Essa comunhão em Cristo deve ser o estandarte principal. É ela que vai permitir que haja alguma resistência. Se desejam lutar para que a civilização ocidental se mantenha em pé, enxergo apenas uma possibilidade: entendermos definitivamente que o inimigo não está na igreja ao lado, mas do outro lado do front, nas linhas inimigas daqueles que desprezam os valores herdados pelos dois mil anos de cristianismo.